Gamificação: como utilizá-la para treinamento de líderes e geração de novos projetos

voltar Publicado em 18 de janeiro de 2019

Gamificação: como utilizá-la para treinamento de líderes e geração de novos projetos

Uma tendência cada vez mais utilizada pelas organizações nos últimos anos e que vem alterando significativamente a forma como as empresas promovem e realizam seus treinamentos é a gamificação.

Na prática, a estratégia de gamificação contribui para aumentar o interesse dos profissionais pela empresa. Um estudo elaborado pela Axonify – plataforma de aprendizado desenvolvida para o desempenho dos negócios, evidenciou que 67% dos entrevistados preferem jogar ao mesmo tempo em que aprendem.

A pesquisa apontou também que os colaboradores que são instruídos com gamificação aprendem 20% mais do que aqueles que não utilizam esse método.

O bom desempenho é demonstrado nos números. Segundo estimativa da consultoria Gartner, até 2020, 70% das maiores empresas do mundo terão pelo menos uma aplicação que utilize gamificação.

Pensando nisso, listamos algumas formas de como a gamificação pode ser utilizada para melhorar os programas de capacitação da sua empresa. Confira:

1. Como a gamificação ajuda nos treinamentos

O principal objetivo da gamificação é desenvolver pontos estratégicos que irão contribuir na capacitação dos profissionais da empresa. Essa orientação é feita por meio de games, que estimulam habilidades e competências específicas.

Além disso, é trabalhado ainda a integração da equipe, com dinâmicas que aumentem o senso de colaboração em times; no incentivo a comportamentos, ao conduzir o vendedor a recomendar produtos e a organizar corretamente o ponto de venda, por exemplo.

Dentre os principais pontos estimulados estão o conhecimento, a habilidade e o comportamento. A ideia é incentivar a competitividade da equipe.

Recompensas são oferecidas aos participantes que realizam tarefas pré-estabelecidas (comportamentos que levarão a objetivos estratégicos).

Para otimizar o resultado, todo o processo de gamificação em treinamentos deve ser bem transparente, bem como o seu sistema de pontuação.

Por fim, os participantes devem ter a possibilidade, na medida do possível, de personalizarem as suas experiências, como escolher o nome do seu personagem, suas características e também o seu avatar.

E quem sabe até eleger qual o melhor horário e local para desempenhar as suas tarefas, etc.

2. Quais resultados a gamificação pode oferecer

Estabelecer uma conexão com o jogo gera um aumento do nível de estímulo no cérebro. Essa ligação, segundo pesquisadores da Universidade de Neurobiologia e Psicologia de Yale, acontece devido ao Córtex Pré-Frontal (CPF) no cérebro que dirige e sustenta a atenção.

Ao utilizar essa estratégia nos treinamentos, o Córtex Pré-Frontal ativa um maior nível de estímulo, cativando e engajando o colaborador submetido ao treinamento.

Envolvidos no processo do jogo, os funcionários procuram as melhores soluções para solucionar um determinado problema afim de superar seus limites gerando, dessa forma, uma maior motivação e engajamento nas atividades

Sob esse ponto de vista, o processo de gamificação estimula não apenas a motivação, como também outros elementos determinantes para o processo de trabalho. Dentre eles estão:

1. Menor capacidade de distração: a motivação desperta o aumento do interesse e do engajamento do participante. Tal fato faz com que o foco na atividade seja maior e, consequentemente, menos distração.

2. Melhor aprendizado: o foco estimula um ambiente de aprendizado mais agradável. Nesse caso, todo o conteúdo é melhor absorvido.

3. Mais produtividade: mais motivado e focado, consequentemente o funcionário será mais produtivo.
Mais criatividade: com o nível de aprendizado e produtividade em alta, o colaborador se sentirá mais à vontade para inovar.

4. Interatividade em alta: o processo de gamificação é uma interatividade em si. Como envolve muitas pessoas, esse processo flui de forma mais envolvente, uma vez que todos começam trocar ideias sobre estratégias e compartilhar informações a respeito de desempenho. Importante ressaltar que essa socialização vai além das equipes iniciais e pode ser difundida em processos de comunicação internas via publicação de notícias sobre os treinamentos, incentivando assim outros funcionários a se juntarem ao grupo.

3. Como praticar gamificação em treinamentos

As táticas de treinamento por meio de gamificação podem ser usadas de diferentes maneiras. Por isso, cada empresa a utiliza de acordo como seu departamento de RH achar melhor.

Algumas, por exemplo, desenvolvem as habilidades das suas equipes de venda com o uso de um jogo eletrônico. Na atividade, o vendedor interage com um cliente virtual em diversos cenários.

Portanto, o principal objetivo é otimizar a capacidade do funcionário de se relacionar com os clientes.

Além disso, contribui para o aumento do conhecimento desse funcionário com o produto.

Dessa forma, para motivar seus colaboradores, é divulgado um ranking com os melhores jogadores ao longo do processo. Como resultado, o vendedor mais eficiente ganha uma “premiação”.

Outras empresas, por sua vez, preferem praticar o treinamento de segurança com seus funcionários usando realidade virtual. Nesse caso, são utilizados óculos 3D e joysticks.

Os participantes passam por fases e perdem pontos caso esqueçam de algum requisito obrigatório de segurança.

O supervisor recebe em tempo real o resultado do teste. Se antes esses exercícios de segurança levavam mais de uma hora, agora são realizados em menos de 20 minutos.

4. Como implementar a gamificação na empresa

A implementação de treinamentos por meio de gamificação não envolve muitos processos.

Contudo, é fundamental que a equipe tenha em mente qual será o objetivo da empresa.

Por isso, é preciso definir se a estratégia será voltada para onboarding, vendas, treinamento ou outra campanha específica e qual setor será impactado.

Essas informações são essências para a criação do game e suas metas, conteúdos e funcionamento do sistema.

Faça um monitoramento do perfil do público alvo antes de desenvolver a plataforma.

Assim sendo, é recomendado que faça uma pesquisa sobre os interesses desse público, assim como suas motivações, hábitos e comportamentos.

Como resultado, isso lhe ajudará a criar um game que use uma linguagem adequada, missões desafiadoras na medida certa e recompensas atrativas.

Outro ponto importante a ser destacado é a cultura da empresa.

A atividade deve estar alinhada com os valores internos, até para reforçá-los na equipe.

Adotar essas técnicas auxiliará no resultado final. Dito isso, é fundamental contar com o auxílio profissional para criar o game, implementá-lo corretamente e saber realizar as modificações necessárias.

Nesse sentido, é recomendado que faça testes menores antes de aplicar a estratégia em toda a empresa.

Selecione uma equipe piloto e trabalhe com o feedback para entender se a gamificação está sendo aplicada da forma correta.

Conclusão

Em conclusão, não há dúvidas que a gamificação pode trazer grandes benefícios para a empresa.

No entanto, sob essa perspectiva, adotar essa estratégia no ambiente corporativo precisa ir além de incentivar o aprendizado dos colaboradores.

Por isso, o gestor deve não apenas buscar níveis mais elevados de performance para seus colaboradores, como também identificar quem possui aptidão para a liderança.

 Tal prática criará uma relação mais próxima e natural entre empresa e colaboradores.

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