Startups x Corporate Venture x Hubs de Inovação

voltar Publicado em 20 de agosto de 2020

Startups x Corporate Venture x Hubs de Inovação

Alguns conceitos da área da Inovação ainda causam confusão em algumas pessoas. Para esclarecer essas dúvidas, hoje viemos explicar três deles para vocês, são eles: Startups, corporate venture e hubs de inovação. 

Além disso, se você quiser saber como os Hubs de Inovação podem gerar resultados para grandes empresas, clique aqui! Temos um texto completo sobre isso. 

Startups 

Startups são empresas jovens que possuem modelos de negócios repetíveis e escaláveis, em que, em um cenário de incertezas, soluções são desenvolvidas. Apesar das startups não se limitarem à negócios digitais, essas empresas necessitam da inovação para não serem consideradas uma empresa de modelo tradicional. Existem algumas características que definem esse tipo de empresa que excluem negócios tradicionais. Elas são: modelo de negócio inovador, repetível e escalável e cenário de incertezas. 

Modelo de negócios

O modelo de negócios é diferente de um plano de negócios, que foca em estratégias detalhadas para atingir metas, por exemplo. No modelo de negócios, o foco não é necessariamente no produto, mas no valor e, consequentemente, na rentabilidade. Em outras palavras, como o seu negócio soluciona a dor do cliente de forma lucrativa.

Muitas vezes, o desafio do modelo de negócios de startups é criar algo inovador: ou adaptar um modelo de negócios para uma área onde não é comumente aplicado, ou criar um modelo totalmente novo.

Repetível e escalável

Esses são fatores importantes para uma startup, uma vez que sem eles o negócio tem grandes chances de se tornar insustentável. Um produto repetível e escalável traz inúmeras vantagens, uma vez que ele promete atingir um grande número de clientes e gerar lucro de forma rápida.

Para um negócio ser repetível significa que ele é capaz de entregar o mesmo produto em escala potencialmente ilimitada. Dessa forma, não é viável muitas customizações ou adaptações, pois a meta é multiplicar. Já ser escalável significa crescer cada vez mais sem que isso influencie no modelo de negócios. Como resultado, um modelo de negócio repetível e escalável que tem um fit no mercado tem grandes chances de ser uma startup de sucesso.

Cenário de incertezas

Criar uma startup é fugir do tradicional. Como procura ser disruptiva, dificilmente uma startup vai ter um manual de como ser bem sucedida. Dessa forma, o caminho a ser trilhado e os passos que o empreendedor deve tomar são minimamente incertos.

É justamente por esse ambiente, recorrente até que o modelo de negócios seja bem definido, que tanto se fala em investimento para startups. Sem capital de risco, é muito difícil persistir na busca por um modelo de negócios que comece a gerar grana e se sustente. 

O ideal é o negócio sobreviver até a comprovação de que o modelo existe e sua receita comece a de fato crescer. Caso contrário, provavelmente será necessário uma nova rodada de investimentos para que essa startup se torne uma empresa sustentável.

Uma forma de lidar melhor com esse cenário de incertezas é o produto mínimo viável, também conhecido como MVP. Ele tem o objetivo de validar uma solução e ajudar a entender o que o cliente realmente quer gastando o mínimo possível.

Corporate Venture

A expressão Corporate Venture é utilizada para caracterizar qualquer esforço de uma corporação para criar novas iniciativas empreendedoras (entrepreneurial ventures), sejam elas internas ou externas.

A expressão define a prática de investir em empresas iniciantes. Ou seja, esse é um fundo corporativo direcionado para produtos considerados inovadores e que resolvam problemas ligados às corporações.

Pode-se entender o conceito como a aposta em um negócio de grande potencial, que, embora ofereça algum risco, também pode brindar o investimento com um excelente retorno financeiro ou de soluções no futuro.

As empresas podem seguir dois caminhos que não se excluem. O primeiro envolve criar práticas empreendedoras a partir de recursos da própria organização – pessoas, dinheiro, infraestrutura, etc. Ou seja, o Corporate Venture Interno (CVI).

Corporate Venture Capital (CVC)

Esta modalidade se refere a quando uma empresa assume o papel de investidor, procurando por negócios emergentes e que estejam dentro das suas estratégias corporativas. O objetivo é investir dinheiro nessas startups, comprando parte das ações e atuando mais ativamente em todas as fases do processo.

Corporate Venture Externo (CVE)

Quando uma ideia nasce e toma forma de startup, oferecendo um produto minimamente viável, outras empresas podem se interessar por fazer parte desse crescimento. A partir desse momento, ela começa a chamar a atenção de empresas maiores, que passam a investir no projeto.

Com a ajuda de um fundo de investimento, geralmente composto de capitais de várias empresas, esses grandes empreendimentos apostam no seu crescimento. Além disso, oferecem estrutura, capital e gestão suficientes para o negócio dar certo.

Corporate Venture Interno (CVI)

Nesta modalidade, encontramos a situação em que a empresa cria, na área de divisão de inovação, uma espécie de incubadora interna. Assim, novas ideias, produtos, soluções e até projetos de colaboradores recebem investimento e atenção da própria empresa.

Essas startups vão crescendo de forma independente, mesmo estando dentro da empresa, até ficarem prontas para o mercado e, nesse instante, passarem pelo “spin-off” — etapa na qual cria-se uma nova marca dentro do grupo. Esse é o modelo adotado pela Oxigênio, por exemplo.

Hubs de Inovação

Hubs de Inovação são iniciativas voltadas para a geração de negócios entre startups e grandes empresas, principalmente. Além disso são propícios para o encontro de pessoas que interagem, criam, empreendem, trabalham e inovam juntas, em rede. Eles ajudam no desenvolvimento de empresas de base tecnológica com alto potencial de crescimento.

A palavra “hub” se refere na linguagem tecnológica a uma peça central, que recebe os sinais transmitidos pelas estações e os retransmite para todas as demais. Os ecossistemas de inovação referem-se a uma rede interconectada de empresas e outras entidades, que desenvolvem de forma compartilhada um conjunto de tecnologias, conhecimentos ou habilidades, trabalhando cooperativamente para desenvolver novos produtos e serviços.

O funcionamento de um hub de inovação, basicamente, se dá a partir da junção de diferentes agentes, profissionais e empresas com um objetivo semelhante: inovar em rede e gerar novos negócios. Nesse ambiente colaborativo, ocorre uma vasta troca de conhecimento, além do compartilhamento de visões e estratégias com o objetivo de se desenvolver soluções conjuntas, ou mesmo oferecer ao mercado novas tecnologias.

Hoje, os hubs têm se popularizado bastante no meio empresarial. A participação de empresas e instituições de ensino, por exemplo, se intensificou, o que contribui para a formulação de hubs cada vez mais estratégicos e especializados. Como resultado, os hubs despontam como fontes altamente efetivas de inovação, seja criando novos produtos e serviços, seja aprimorando ideias já existentes no mercado.

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