Startups: entenda o potencial da sua tecnologia e consiga aplicar na inovação aberta

Startups são populares nos Estados Unidos há pelo menos 25 anos. No Brasil, o modelo de empresa com negócios repetível e escalável começou a ganhar força por volta dos anos 2010.

Apesar disso, com um tom emergente e rápida transformação é complexo acompanhar alguns princípios comuns do nicho. E até os fundadores de startups têm dificuldades de entender o potencial da tecnologia nos seus serviços.

Assim, sem conseguir transformar essa expertise em uma solução para os desafios na inovação aberta, as startups estão deixando uma grande oportunidade passar.

Preparamos este texto pensando justamente em ajudá-las a identificar e aplicar a sua tecnologia dentro de programas de inovação. Também, vamos esclarecer curiosidades sobre o termo startup, os conceitos que a envolvem e os tipos mais comuns. Venha ler!

O que é uma startup?

A princípio, as startups foram definidas como organizações em fase inicial que buscam explorar atividades inovadoras no mercado. Isso não mudou. Porém, algumas características foram sendo acrescentadas para distinguir elas de outras pequenas e médias empresas (PME).

Sendo assim, atualmente, as startups são melhor identificadas como empreendedoras à procura de modelo de negócio repetível e escalável. Isso quer dizer que diferente de organizações que buscam rentabilidade e valor estável a longo prazo elas estão focadas na receita para o seu financiamento e no potencial de crescimento rápido.

O sentido do termo startup também é o de "empresa emergente". Além disso, é comum que elas sejam vistas como organizações com custos de manutenção baixos trabalhando em condições de extrema incerteza.

Considerada uma das startups de maior sucesso de todos os tempos, a Microsoft começou com Paul Allen e Bill Gates. Dois amigos que gostavam de computadores.

Como surgiu o conceito de startup?

Resumidamente, o conceito de startup surgiu com mais força durante a chamada bolha pontocom, no Vale do Silício, Califórnia, Estados Unidos.

Também conhecida como bolha da internet, esse período, nos primeiros anos da década 2000, significou uma crise financeira decorrente da supervalorização das ações de empresas de tecnologia na região.

Com investidores aplicando em qualquer empresa que tivesse ".com" no nome, o setor de serviços online inchou e muitas organizações derreteram em poucos meses.

Mesmo com as dificuldades, e esse passado considerado assombroso, as empresas startups progrediram como uma tendência. Ainda hoje, os modelos seguem com o objetivo de obter crescimento exponencial e capital especulativo.

 

A bolsa de valores americana Nasdaq foi palco principal do estouro da bolha pontocom. Mais de 500 techs "quebraram" durante a crise.

Características das startups

  • Repetível: entregar sempre o mesmo produto ou serviço de forma ilimitada. Nesse sentido, não há adaptações e customizações a partir da demanda ou clientes.
  • Escalável: crescer a receita sem aumentar os custos do modelo de negócios. Aqui, a ideia é que o rápido crescimento da startup seja proporcionalmente inverso ao das despesas da empresa. Isto é, o avanço dos gastos deve ser lento. Apresenta conexão com o conceito de ser repetível.
  • Inovador: ser um modelo de negócio com rápido faturamento e crescimento. Também pode trazer aspectos inovadores, tais como promover a transformação em uma área dominante ou inexistente.
  • Emergente: Surgir como resultante de/ou para solucionar problemas com necessidades imediatas.
  • Incerteza: Projetar uma tecnologia sem saber se a ideia chegará até o fim ou se provará ser sustentável.
  • Arriscado: Trabalhar para resolver um problema em que a solução não seja óbvia e o sucesso não garantido. Ambicionar um crescimento rápido. Se liga ao conceito de incerto/incerteza.

Quais são os tipos de startups?

Há algumas formas de criar categorias para os tipos de startups. A partir do porte, do mercado, da segmentação por área de atuação, do perfil, entre outros.

Esses "tipos" fazem parte de uma sistematização que busca compreender um aspecto desse formato de empresa. Geralmente, se sobressai nas classificações a indicação por modelo de negócio.

Também é muito comum encontrar listas que ordenam uma mistura de todas as categorias. Contudo, o setor em que a startup está inserida é o atributo que consegue projetar a maior diferenciação entre elas.

Ao mesmo tempo, essa área de atuação não é restritiva, podendo ter startups que atuam em mais de um campo ou para mais de uma persona concomitantemente.

Confira quais são:

Diferenças entre startup de tecnologia x tecnologias das startups

Agora que você já entendeu um pouco mais sobre as startups, vamos te contar sobre uma confusão muito comum que envolve a tecnologia e esse modelo de empreendimento.

A maioria das startups surgiram na área de Tecnologia. Dessa forma, quando falamos em "tecnologias das startups" acredita-se que se trata do desenvolvimento de produtos ou serviços ligados à internet, telecomunicação, computador, celular, computação ou informática.

Entretanto, a expressão se refere a qualquer expertise de uma startup aplicável na solução de um problema. Logo, é muito importante entender que startups de segmentos diferentes das empresas mantenedoras podem resolver os desafios delas em um programa de inovação aberta.

Inclusive, essa intersetorialidade é especial para conseguir identificar questões além das apontadas internamente. Portanto, se a sua startup é do segmento da saúde isso não exclui o fato de ela conseguir eliminar dores de uma empresa na área automotiva.

Tudo dependerá do desafio e do conhecimento aplicado na proposta de solução. Um outro exemplo disso, é uma startup de marketing traçar o perfil de consumidor através de análise de redes sociais para uma empresa alimentícia. Dentre outras possibilidades.

Como aplicar o potencial da tecnologia da sua startup em um edital de inovação aberta?

  1. Primeiro passo: entenda como os editais funcionam.
  2. Segundo passo: considere o potencial da sua tecnologia para além do setor de atuação do seu maior core business (núcleo de negócio).
  3. Terceiro passo: faça o match da sua tecnologia com os desafios.
  4. Quarto passo: venda a sua tecnologia a partir da viabilidade técnica, em uma proposta de solução que atenda a todos os requisitos e diferenciais propostos no edital.

Se você quer começar a trilhar um caminho na inovação acompanhe os conteúdos #OpenRoad. Eles estão focados em oferecer tudo o que as startups precisam saber para fazerem parte do ecossistema!

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Publicado em 19 de julho de 2022
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