O salto dos Game Changers: 5 diretrizes que reestruturam o mercado em 2026!

Estamos em um momento de ruptura onde o conceito de Game Changer deixa de ser um jargão para se tornar a régua de sobrevivência corporativa. Ser um divisor de águas exige tecnologia e mudança de atitude para revolucionar mercados e trazer impactos decisivos.

A Inteligência Artificial já está sendo um instrumento que está reescrevendo as narrativas dos negócios, da sociedade e abrindo novos horizontes em um ritmo sem precedentes. O fato é que a infraestrutura para essa revolução já está sendo construída: segundo a IDC, o mercado de TI corporativo na América Latina deve atingir US$ 104,6 bilhões no próximo ano, com o Brasil representando 12% deste montante.  

Na Neo Ventures, compreendemos que para alcançar resultados extraordinários é preciso sempre buscar caminhos diferentes e focar na capacidade de transformar inovação em impacto real. Com a bagagem de quem já mapeou +5.550 desafios e captou +R$ 205 milhões em recursos para projetos disruptivos, apresentamos as 5 tendências que definirão os novos protagonistas do mercado global em 2026:

1. Sistemas multiagentes (Agentic AI): A evolução da autonomia

O amadurecimento da inteligência artificial nos conduz aos sistemas multiagentes. Diferente dos chatbots tradicionais, esses agentes executam processos complexos de ponta a ponta, interagindo com serviços de terceiros e tomando decisões operacionais de forma autônoma. Para as corporações, isso significa uma transição de uma ferramenta que auxilia nas tarefas para uma que as executa, redefinindo a eficiência em escalas antes inimagináveis.

2. Hiper-personalização em tempo real

A era das abordagens genéricas chegou ao fim!

Em 2026, o marketing e as operações de vendas evoluem para antecipar necessidades individuais através do processamento de dados em tempo real. Esta tendência elimina o ruído da comunicação B2B, permitindo que as empresas entreguem soluções precisas no momento exato da dor do cliente, transformando dados brutos em vantagem competitiva imediata.

3. Eficiência regenerativa: Green IT e economia circular

A sustentabilidade em 2026 é medida pelo lucro e pela redução de desperdícios. O foco em TI Verde (Green IT), com softwares otimizados e data centers de baixo carbono, deixa de ser opcional e vira regra de jogo. Em alguns setores a economia circular torna-se o motor de inovação, focando na redução drástica de perdas e no desenvolvimento de novos materiais que regeneram cadeias produtivas, transformando perdas em lucro.

4. O fator humano: Competências que a tecnologia não substitui

Implementar tecnologia é apenas metade da equação; o diferencial reside na capacitação acelerada. As empresas líderes em 2026 serão aquelas que investem em desenvolver nas suas equipes o que a inteligência artificial ainda não pode replicar, como o julgamento crítico, pensamento inovador e a capacidade de navegar na ambiguidade. 

Na Neo Ventures, ensinamos a prática da inovação através de casos reais, garantindo que o talento humano seja o verdadeiro catalisador da máquina.

5. Convergência ciência-mercado: Market Pull & Tech Push

O abismo entre a academia e o mercado foi superado por hubs de elite, como o nosso hub UFC TechHub, o primeiro hub vinculado a uma universidade pública federal no Brasil. Foi desenhado para ser um catalisador essencial onde o conhecimento da Universidade Federal do Ceará (UFC) converge com as demandas reais do mercado, fortalecido pela expertise da Neo Ventures em inovação aberta. 

A estratégia vencedora combina o Market Pull (foco em necessidades reais do mercado) com o Technology Push (licenciamento de pesquisas acadêmicas de fronteira). Essa sinergia permite que empresas acessem conhecimento técnico de ponta alinhado às melhores práticas de gestão de inovação, acelerando o time-to-market de soluções disruptivas.

As tendências de 2026 estão sendo construídas agora!

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Despesas desnecessárias nos negócios: como evitar?

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Estudos e referências na área corporativa mostram que empresas com necessidade de inovar não podem colocar todas as suas fichas em um mesmo balde. Isto é, elas devem investir em mais de um tipo de projeto de inovação para conseguirem fugir de sua obsolescência no mercado.

Contudo, além do medo de deixarem de ser relevantes, um dos maiores objetivos na manutenção dos negócios é a redução de custos por meio do ganho de eficiência operacional.

Isso leva muitas empresas a projetarem alternativas que visam a otimização da operação relacionada com a atividade principal do negócio, totalizando cerca de 60% dos investimentos em projetos de inovação das empresas.

Dessa forma, na maioria dos casos, o tipo de projeto de inovação pensado por elas permanece centrado no que chamamos de primeiro horizonte (H1).

Ou seja, quando se propõem a investir em inovação, o foco dos negócios permanece voltado para melhorias em processos nas áreas onde há problemas de burocratização, retrabalhos, acúmulos, entre outros aspectos ligados à eficiência no modelo de negócio da empresa.

A seguir, vamos apresentar algumas formas possíveis de realizar uma eficiente gestão de recursos e de cortes de gastos desnecessários, indo além nos negócios!

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Redução em impacto x Redução em cifras ($)

Apesar de parecerem ter a mesma finalidade de diminuir custos, a redução em impactos e a redução em cifras são tipos de ações sistemáticas que carregam abordagens diferentes nos negócios.

A redução em impactos está ligada a uma interpretação que pretende evitar o desperdício. Melhor dizendo, do ponto de vista da metodologia Lean, ela visa eliminar qualquer atividade que não agrega valor para o cliente.

Já uma redução em cifras ($) se relaciona com uma análise de mercado, com ênfase em uma cultura de economia, que busca aplicar estratégias para cortar ou propor alternativas para os gastos na operação. Sejam eles uma avaliação sobre insumos, concorrência e/ou na folha de pagamentos dos colaboradores.

Nesse sentido, nenhuma estratégia se sobrepõe à outra. Porém, a maior preocupação com a redução em impactos pode ser mais interessante se o objetivo principal for a manutenção de um negócio mercadologicamente sustentável.

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3 formas de evitar gastos desnecessários nos negócios!

  1. Cortar o consumo exagerado: o excesso de consumo nas empresas pode ser identificado e deve ser eliminado de forma sistemática. Para isso, é preciso ter um controle de todos os processos da operação do negócio, ou iniciativa, com a devida identificação dos gastos. Além disso, é importante investir em projetos de inovação para a redução de custos que afetam a produção de forma direta e indireta.
  2. Realizar manutenção preditiva: antecipar um problema pode ser a melhor alternativa para economizar. Por isso, é necessário investir em inspeção de peças, máquinas, insumos, além de cuidar da saúde, segurança e bem-estar dos colaboradores de forma preventiva. Essas ações são responsáveis por evitar a maioria dos prejuízos relacionados à queda ou a parada de produção.
  3. Diversificar a inovação: investir em projetos de inovação relacionados à eficiência operacional é uma maneira de reduzir custos (H1). Além disso, as alternativas de expansão e aquisição de novos negócios e mercados podem ajudar as empresas a enxergarem possibilidades de ganhos extras, seja por meio de uma estratégia que busca atender o cliente em demandas adjacentes ao modelo de negócios (H2) ou com uma visão disruptiva para oferecimento de outros produtos/serviços (H3).

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Pitch: o modelo infalível para você apresentar o seu negócio na inovação

O "Pitch" é conhecido no meio empresarial como a apresentação sucinta de uma ideia.

Na inovação aberta, esse modelo possui grande importância para destacar um projeto a partir de um discurso que impressione potenciais investidores.

Sendo assim, é primordial entender melhor sobre fluxo de comunicação, proposta de valor, e storytelling para realizar um ótimo Pitch.

Além disso, é essencial saber quais são as técnicas e os tipos de Pitch ideais para conquistar uma próxima conversa.

Neste post, descubra dicas, exemplos e critérios avaliativos para um Pitch na inovação!

Para que serve o Pitch?

Como vender uma ideia? O Pitch é uma estratégia direcionada para gerar uma proposta de valor para um produto ou serviço.

De acordo com Adalberto Teodoro, Head de Multiprojetos na Neo Ventures, o modelo pode ser realizado de maneira oral, escrita ou até por meio de vídeos de submissão.

Ainda segundo o especialista em rodadas de Pitch, essas formas servem não apenas para apresentar uma ideia, mas também estão a serviço de produzirem impacto.

"A proposta de valor explica como o seu produto (ou projeto, no caso) resolve os problemas dos clientes (colaboradores ou colegas) ou melhora uma situação. Ou seja, oferece relevância", explica Adalberto.

Nesse ponto, ele indica ser importante também conseguir diferenciar valor e preço:

"Quando se tem um preço de aquisição alto, a proposta de valor sempre terá que ser maior. Assim, a forma como você vende o seu valor é o que diferencia o seu preço no final das contas", afirma Adalberto.

Qual o objetivo do Pitch?

O nome Pitch vem do baseball. Ele está atrelado a uma posição desse esporte, o "Pitcher", responsável pelo arremesso das bolas contra um rebatedor.

Desse jeito, as rodadas de Pitch como a conhecemos nos negócios são resumidamente o lançamento de ideias com a expectativa de que elas não sejam rebatidas.

Ou seja, o objetivo do Pitch é conseguir a próxima conversa.

Como apresentar um projeto ou solução no pitch?

Normalmente, os Pitchs são apresentados em slides que exibem com clareza, legibilidade, pontos de atenção e design as principais ideias que se quer destacar.

Hoje em dia é possível encontrar modelos prontos ou até mesmo profissionais que se dedicam a construir templates para uma apresentação marcante.

Contudo, é preciso ter noção dos efeitos de algumas técnicas da comunicação para conseguir um Pitch que prenda a atenção dos investidores.

Nesse sentido, os slides de apresentação devem, sobretudo, demonstrar a relevância do projeto ou solução!

Principais dicas para montar uma apresentação de negócios:

"Comunicação não é só o que você diz. Ela é principalmente o que os outros entendem"

A comunicação é entendida como um processo que envolve a troca entre dois ou mais interlocutores por meio de signos e regras semióticas mutuamente entendíeis.

Também se trata de um processo social primário que permite criar e interpretar mensagens provocando uma resposta.

Sendo assim, a função da comunicação é que os participantes de uma interação comunicativa se entendam.

Nesse sentido, na hora de se comunicar, é essencial considerar todos os signos, verbais e não-verbais.

De acordo com Adalberto Teodoro, no Pitch, alguns detalhes do fluxo da comunicação são cruciais de se prestar atenção. Veja!

Tempo:
"Três minutos podem ser muito ou pouco tempo."

Ênfase:
"Devemos calibrar o discurso para nosso público."

Confiança:
"É muito difícil 'vender' o que não acreditamos ou entendemos."

Alcance:
"Não existe o óbvio."

Planejamento:
"Quem não planeja o que diz, não diz o que quer."

"As pessoas não investem em negócios/projetos. Elas Investem em histórias"

Para Adalberto Teodoro, um ponto muito importante para uma apresentação de Pitch ainda é o storytelling.

O conceito está ligado à habilidade de contar histórias. Em um Pitch, isso quer dizer construir uma narrativa que sirva de passatempo e amarre pontas soltas de uma ideia.

O storytelling também é primordial para o convencimento. Afinal, é a partir da história que a uma audiência permanecerá ou não atenta ao que está sendo apresentado.

Dito isso, reconheça questões como postura, gestos, olhar, expressões faciais e corporais. Ainda, faça pausas estratégicas e se atente para os seus vícios de linguagem, dicção, tom e volume de voz.

Acima de tudo, nunca termine uma apresentação com a frase "é isso".

Tipos de pitch

High concept pitch

O high concept pitch é usado para definir um negócio em uma frase fácil de explicar, de entender e de compartilhar.

Basicamente, é um tipo de Pitch resumido em uma sentença única, de impacto, que traduz a visão de um projeto com alta aderência na mente das pessoas.

São exemplos de high concept pitch as sentenças:

"Delivery em minutos na sua casa", da empresa de entregas sob demanda Rappi.
"Você no controle do seu dinheiro", da organização de serviços financeiros Nubank.
"A plataforma online de eventos", da startups de tickets e gestão de vendas na internet Sympla.
"Informação a um click", da empresa de tecnologia Google.

Elevator pitch

Surgido durante uma proposta de venda realizada em um elevador no Vale do Silício, na Califórnia, Estados Unidos, o Elevator Pitch é uma tática de convencimento em até 1 minuto.

Sendo assim, é uma apresentação que deve acontecer com um discurso realizado em segundos e que contenha: problema, impacto, solução, benefícios e um high concept pitch.

É exemplo de um Elevator Pitch o seguinte texto:

"Você está correndo para tirar as crianças de casa pela manhã para levá-las para a escola a tempo e não se atrasar para uma reunião importante e percebe que não consegue encontrar as chaves do carro. Isso acontece comigo, Adalberto, o tempo todo. Na verdade, você sabia que o profissional com filhos perde a sua chave mais de cinco vezes por mês? Isso é mais que 600 milhões de vezes por ano! Usando a tecnologia bluetooth, criei o chaveiro "Pra já" que ajuda as pessoas a encontrarem suas chaves e outros itens perdidos em tempo recorde, facilitando sair pela porta nas manhãs ocupadas. Temos um protótipo funcional e agora estamos arrecadando fundos para entrar em produção em grande escala. Temos alguns novos membros da equipe a bordo com ampla experiência em fabricação e conhecimento da cadeia de suprimentos. Assim esperamos chegar ao mercado nos próximos seis meses."

Deck pitch

A mais longa das apresentações de negócios, o Deck Pitch consiste em uma exposição de ideias com cerca de 10 slides ou de 10 a 15 minutos de duração.

Ele deve contar uma história convincente com informações além das necessárias no Elevator Pitch. São elas, detalhes sobre a solução, as vendas, o marketing, as projeções financeiras, entre outros.

Créditos: Arquivo pessoal / Adalberto Teodoro Neo Ventures.

No caso de um Deck Pitch também é interessante elaborar um slide de suporte com antecipação de perguntas da banca e dados para enriquecer as suas respostas.

Outra estratégia é deixar um call to action (chamada para ação) ao final de sua apresentação.

Critérios de avaliação:

Apresentação: mensura o desempenho e clareza na apresentação, se a equipe demonstrou confiança, segurança e domínio sobre o assunto.

Satisfação: avalia se a solução foi criada sob medida para atender as necessidades dos colaboradores e/ou empresa.

Viabilidade: analisa se a solução apresenta possibilidade de aplicação, se sua implantação é viável internamente e se é uma oportunidade para a empresa.

Inovação: examina se a proposta é inovadora e propõe a algo nunca testado pela empresa.

*A banca costuma utilizar formulários considerando a participação de 0 a 5 para cada item.

Gostou de saber sobre essa estratégia infalível para vender o seu negócio ou proposta? Tem muito mais dicas na inovação para você conhecer no nosso grupo especial #OpenRoad no Telegram!

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Maturidade das startups e a relação com os programas de inovação aberta

Maturidade das startups. Você sabe dizer em qual estágio de desenvolvimento a sua organização está? E o da sua solução? Consegue identificar o que isso tem a ver com os programas de inovação aberta?

É muito comum apontar os negócios gigantes do setor. Porém, quando o assunto são as etapas de maturação no ciclo de vida das startups é mais complicado encontrar uma unanimidade. Mais ainda, é saber como proceder em cada fase.

A verdade é que depois do impulso inicial da criação de uma startup muitos empreendedores encontram dificuldades para prosperar. E isso acontece por vários motivos.

No entanto, compreender o estágio pelo qual o negócio está passando pode ser crucial para conseguir realizar a tal curva de crescimento da startup. Inclusive, é preciso ter boas referências sobre o assunto para enfrentar os principais problemas que surgem no meio do caminho.

Neste artigo, vamos te contar mais sobre isso e trazer um modelo intuitivo de distinção das etapas de maturidade das startups.

Você também irá entender como o grau de maturação das organizações interfere nos programas de inovação aberta. Assim, terá acesso a exemplos das combinações mais comuns dos desafios com o estágio da startup que pretende solucioná-los. Venha saber!

Qual é o ciclo de vida das startups?

De forma objetiva, o ciclo de vida de uma startup é o percurso  percorrido por esses negócios da descoberta até a escala. Normalmente, ele concentra estágios em que as organizações começam focadas em compreender se estão oferecendo uma solução para um problema existente no mercado.

Nessa etapa inicial também é comum tentar entender se o que está sendo criado irá despertar algum interesse. A preocupação seguinte busca obter a primeira validação. Assim, é verificado se existe disponibilidade de pagamento pelo que está sendo apresentado.

O estágio depois disso vai atrás de um refinamento e/ou a eficiência do modelo de negócio. Ele também se concentra na aquisição de clientes e em tornar o empreendimento sustentável.

Finalmente, é chegado o momento do impulsionamento e crescimento. Na chamada escala é comum que exista um investimento série A e a conquista de clientes. Os próximos passos, então, seriam a realização das primeiras contratações e a implementação de processos e departamentos.

O que é maturidade das startups?

Visto que o ciclo de vida das startups envolve vários estágios, em suma, a ideia de maturidade das startups é entendida como o processo de desenvolvimento dessas empresas. Isso quer dizer que basicamente o conceito está ligado à estruturação desse tipo de organização.

Mas, é claro que esses quatro estágios não são os únicos possíveis para definir o grau de maturação das startups.

Inclusive, de acordo com autores como *Marmer et al. (2011), há pelo menos mais duas etapas que podemos incluir após o período de escala. São elas, a maximização de lucro, visando o aumento de receita, e a renovação, em busca de desenvolver novas soluções.

Além disso, sabemos que no contexto de extrema incerteza das startups, e da promoção de negócios não-estáticos, muitos riscos e oportunidades surgem em cada fase. Isso contribui para ser complexo determinar quais são e como se dão cada um dos estágios de desenvolvimento desses modelos de empresas.

De todo modo, é quase unânime a afirmação que diz sobre a importância de compreender cada período. Pois, eles representariam a melhor oportunidade para perceber quais são os fatores que impulsionam o sucesso das startups.

Confira uma proposta de organização:

Nesta visão macro, os estágios de desenvolvimento das startups são vistos como parte de um processo que vai da pré-aceleração até a escala.

Detalhamento dos estágios de maturidade das startups:

A etapa de formação tem como principal objetivo o ajuste do problema/solução. Suas fases são a ideação e a concepção.

Na etapa de validação a meta é afinar o produto/mercado durante as fases de comprometimento e validação.

Já com a etapa de crescimento o ideal é conseguir alcançar o modelo de negócios/mercado durante as fases de escala e consolidação.

Veja mais:

Neste detalhamento, fica explícita a ideia de que a maturidade das startups podem ser divididas em três etapas e conter seis fases. Fonte de pesquisa: Fonte: Vinícius Bortolussi Roman (2017) adaptado de Startup Commons, 2016.

Como o estágio de maturidade das startups interfere nos programas de inovação aberta?

Os programas de inovação aberta possuem várias formas de entrada. Eles também apresentam desafios com características muito distintas. Assim, é comum que alguns editais especifiquem qual o grau de maturidade da startup ou da solução que estão procurando.

Diante disso, ao apresentar uma proposta é muito importante identificar por qual momento a sua organização está passando. Além disso, é interessante compreender se a solução, considerando o conhecimento e a tecnologia a serem aplicados, possui o estágio de maturidade exigido pela empresa proponente do desafio.

Caso não seja possível realizar a aplicação em um edital devido a maturidade da startup, o recomendado é buscar entender quais os problemas estão impedindo a sua empresa de se desenvolver.

O "Vale da morte" das startups

Segundo Steve Blank, empreendedor serial e educador referência na compreensão de como as startups são construídas, a maioria dessas organizações acabam na transição do primeiro estágio (busca) para o segundo (construção).

O estudo elaborado pelo Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral, em 2015, sobre as "Causas da Mortalidade de Startups Brasileiras", também não é animador. Ele indicou que pelo menos 25% das startups deixam de existir no primeiro ano e 50% delas já estão mortas até o quarto ano de vida.

O chamado "vale da morte das startups" é o período compreendido por quem está no “negativo” até conseguir atingir o ponto de equilíbrio. Créditos: Reprodução / Atlas Invest.

Um ponto interessante levantado por Blank sobre esse assunto é o de que, por mais caótico que seja, o início de busca das startups é cercado de conselhos e recursos.

Já na etapa de construção, em que a implementação da cultura, treinamento, administração de produtos, processos e procedimentos precisam ser realizados, os gestores se veem sozinhos.

Decisões difíceis e mudanças radicais fazem parte da linha de desenvolvimento de uma startup. E um dos pontos mais sensíveis é saber quando se está pronto para sair de um estágio em busca do próximo.

Por esse motivo, Steve Blank indica alguns marcadores para realizar as transições:

 

 

Além disso, Blank dá dicas para atravessar todos esses momentos. Uma delas é a de fazer novos amigos depois da fase de busca. A outra, é a de consumir o maior número de literatura disponível sobre os estágios de maturidade das startups.

5 livros interessantes para compreender os estágios de maturidade das startups e saber como superá-los!

  1. Startup Owner's Manual, de Steve Gary Blank e Bob Dorf.
  2. Business Model Generation, de Alexander Osterwalder e Yves Pigneur.
  3. Crossing the Chasm, de George A. Moore.
  4. The Four Steps to Epiphany, de Steve Gary Blank.
  5. The Hard Thing About Hard Things, de Ben Horowirz.

Exemplos de fit entre os tipos de desafios da inovação aberta e o estágio de maturidade das startups

Para exemplificar algumas combinações ou exigências de estágios de maturidade em programas de inovação aberta, os editais do M-Start, desenvolvido pelo Mining Hub, normalmente optam por empresas que estejam na etapa de validação.

Do mesmo desenvolvedor, o M-Growth prefere que as startups inscritas no programa já estejam passando pela etapa de crescimento (fase de escala). Já os hackathons organizados pela Neo Ventures costumam aceitar startups no estágio de formação (fase de ideação ou anterior).

Ou seja, a maturidade da organização, bem como a de sua solução, pode ser um pré-requisito de participação dos programas de inovação aberta.

A principal vantagem que as empresas mantenedoras buscam com isso é se associar a startups que estejam alinhadas com os diferenciais de solução dos desafios.

Gostou deste conteúdo? Estamos empenhados em oferecer uma jornada de conhecimentos (#OpenRoad) com tudo o que as startups precisam saber para entrar para o ecossistema da inovação.

Por isso, também criamos um grupo no Telegram onde compartilhamos informações, tiramos dúvidas e ainda interagimos em um papo super bacana. Quer fazer parte disso? Entre agora e comece a sua trilha conosco!

FONTES:

*MARMER, M. et al. Startup Genome Report: A new framework for understanding why startups succeed. Berkeley University and Stanford University, Tech. Rep, 2011.

*Vinicius Bortolussi Roman. Estruturação do sistema de desenvolvimento de startups em uma aceleradora por intermédio de gestão de portfólio, 2017.

Startups: entenda o potencial da sua tecnologia e consiga aplicar na inovação aberta

Startups são populares nos Estados Unidos há pelo menos 25 anos. No Brasil, o modelo de empresa com negócios repetível e escalável começou a ganhar força por volta dos anos 2010.

Apesar disso, com um tom emergente e rápida transformação é complexo acompanhar alguns princípios comuns do nicho. E até os fundadores de startups têm dificuldades de entender o potencial da tecnologia nos seus serviços.

Assim, sem conseguir transformar essa expertise em uma solução para os desafios na inovação aberta, as startups estão deixando uma grande oportunidade passar.

Preparamos este texto pensando justamente em ajudá-las a identificar e aplicar a sua tecnologia dentro de programas de inovação. Também, vamos esclarecer curiosidades sobre o termo startup, os conceitos que a envolvem e os tipos mais comuns. Venha ler!

O que é uma startup?

A princípio, as startups foram definidas como organizações em fase inicial que buscam explorar atividades inovadoras no mercado. Isso não mudou. Porém, algumas características foram sendo acrescentadas para distinguir elas de outras pequenas e médias empresas (PME).

Sendo assim, atualmente, as startups são melhor identificadas como empreendedoras à procura de modelo de negócio repetível e escalável. Isso quer dizer que diferente de organizações que buscam rentabilidade e valor estável a longo prazo elas estão focadas na receita para o seu financiamento e no potencial de crescimento rápido.

O sentido do termo startup também é o de "empresa emergente". Além disso, é comum que elas sejam vistas como organizações com custos de manutenção baixos trabalhando em condições de extrema incerteza.

Considerada uma das startups de maior sucesso de todos os tempos, a Microsoft começou com Paul Allen e Bill Gates. Dois amigos que gostavam de computadores.

Como surgiu o conceito de startup?

Resumidamente, o conceito de startup surgiu com mais força durante a chamada bolha pontocom, no Vale do Silício, Califórnia, Estados Unidos.

Também conhecida como bolha da internet, esse período, nos primeiros anos da década 2000, significou uma crise financeira decorrente da supervalorização das ações de empresas de tecnologia na região.

Com investidores aplicando em qualquer empresa que tivesse ".com" no nome, o setor de serviços online inchou e muitas organizações derreteram em poucos meses.

Mesmo com as dificuldades, e esse passado considerado assombroso, as empresas startups progrediram como uma tendência. Ainda hoje, os modelos seguem com o objetivo de obter crescimento exponencial e capital especulativo.

 

A bolsa de valores americana Nasdaq foi palco principal do estouro da bolha pontocom. Mais de 500 techs "quebraram" durante a crise.

Características das startups

Quais são os tipos de startups?

Há algumas formas de criar categorias para os tipos de startups. A partir do porte, do mercado, da segmentação por área de atuação, do perfil, entre outros.

Esses "tipos" fazem parte de uma sistematização que busca compreender um aspecto desse formato de empresa. Geralmente, se sobressai nas classificações a indicação por modelo de negócio.

Também é muito comum encontrar listas que ordenam uma mistura de todas as categorias. Contudo, o setor em que a startup está inserida é o atributo que consegue projetar a maior diferenciação entre elas.

Ao mesmo tempo, essa área de atuação não é restritiva, podendo ter startups que atuam em mais de um campo ou para mais de uma persona concomitantemente.

Confira quais são:

Diferenças entre startup de tecnologia x tecnologias das startups

Agora que você já entendeu um pouco mais sobre as startups, vamos te contar sobre uma confusão muito comum que envolve a tecnologia e esse modelo de empreendimento.

A maioria das startups surgiram na área de Tecnologia. Dessa forma, quando falamos em "tecnologias das startups" acredita-se que se trata do desenvolvimento de produtos ou serviços ligados à internet, telecomunicação, computador, celular, computação ou informática.

Entretanto, a expressão se refere a qualquer expertise de uma startup aplicável na solução de um problema. Logo, é muito importante entender que startups de segmentos diferentes das empresas mantenedoras podem resolver os desafios delas em um programa de inovação aberta.

Inclusive, essa intersetorialidade é especial para conseguir identificar questões além das apontadas internamente. Portanto, se a sua startup é do segmento da saúde isso não exclui o fato de ela conseguir eliminar dores de uma empresa na área automotiva.

Tudo dependerá do desafio e do conhecimento aplicado na proposta de solução. Um outro exemplo disso, é uma startup de marketing traçar o perfil de consumidor através de análise de redes sociais para uma empresa alimentícia. Dentre outras possibilidades.

Como aplicar o potencial da tecnologia da sua startup em um edital de inovação aberta?

  1. Primeiro passo: entenda como os editais funcionam.
  2. Segundo passo: considere o potencial da sua tecnologia para além do setor de atuação do seu maior core business (núcleo de negócio).
  3. Terceiro passo: faça o match da sua tecnologia com os desafios.
  4. Quarto passo: venda a sua tecnologia a partir da viabilidade técnica, em uma proposta de solução que atenda a todos os requisitos e diferenciais propostos no edital.

Se você quer começar a trilhar um caminho na inovação acompanhe os conteúdos #OpenRoad. Eles estão focados em oferecer tudo o que as startups precisam saber para fazerem parte do ecossistema!

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Principais formas de entrada em programas de inovação aberta

Programas de inovação aberta são a melhor maneira de empresas com necessidade de inovar encontrar soluções para as suas dificuldades com custos operacionais reduzidos.

Startups, micro e pequenas empreendedoras, além de projetos universitários como as empresas juniores, são as participantes que podem trazer esses resultados esperados.

E as vantagens para elas também são muitas. Sobretudo, a oportunidade de criar e validar propostas com financiamento externo. Além disso, a possibilidade de estabelecer conexão com médias e grandes mantenedoras.

Aqui no blog já contamos como funcionam os editais e explicamos que eles são hoje a forma de entrada de maior tendência nos programas. Mas, você sabia que existem outros meios de ingressar na inovação aberta?

Neste artigo, descubra quais são e o que define cada um deles. Também encontre instruções para se inscrever nos editais. Boa leitura!

 

Cinco formas de ingressar em programas de inovação aberta:

 

1. Open Channel

Open channels são canais que permitem agilizar a conexão entre soluções existentes em multimercados com as demandas de empresas mantenedoras.

Eles foram pensados para gerar oportunidades de negócio na inovação aberta de forma perene. Isto é, o que mais os define é que permanecem "abertos" ao longo de todo o ano.

Na prática, startups que não conseguem um fit com desafios em outras entradas encontram no open channel uma oportunidade de deixar sua solução registrada.

A partir daí, as propostas revisadas são, normalmente, apresentadas mensalmente para as mantenedoras em portfólios estruturados.

Uma aproximação acontece quando as soluções mostram aderência com as necessidades das empresas.

A Icon Hub é um exemplo de fomentadora da inovação no mercado da construção civil com entrada por open channel. Outra é a Dealer Hub, com canal aberto para aumentar a competitividade das empresas parceiras da cadeia de distribuição automotiva.

 

Para apresentar uma solução na inovação aberta não é necessário ser do setor da mantenedora. Com o open channel isso não é diferente. Aproveite as chances!

2. Hackathons

Os hackathons são maratonas de desenvolvimento originalmente direcionadas ao mercado da tecnologia. Hoje, os eventos promovidos por empresas ou instituições têm o objetivo de gerar inovações em vários segmentos.

Eles costumam acontecer aos finais de semana com até 72 horas de duração. A programação é repleta de palestras, workshops, mentorias e sorteios. Mas, boa parte do tempo é dedicado à criação de soluções em modelo de competição e com premiações em dinheiro.

Sendo assim, os hackathons são uma excelente oportunidade de apresentar propostas, manter contato com programas de inovação aberta e receber gratificações.

 

A maioria das hackathons são realizadas presencialmente. Depois da pandemia da Covid-19, os eventos passaram a ser realizados também em formato online. Créditos: Reprodução / StartAgro.

3. Editais

Os editais são a forma de entrada nos programas de inovação aberta mais difundida no mercado. Eles contêm pré-requisitos de participação, cronograma de preparação, desafios, critérios de avaliação e mais regulamentações para a aprovação de propostas comerciais.

Por esse motivo, para alcançar os resultados esperados, é necessária a leitura acurada do documento com atenção em pontos específicos. Também é fundamental a aplicação de noções técnicas para destacar as soluções em alguns momentos do edital.

Uma delas é o pitch. Esse modelo de apresentação de negócio é um dos mais importantes para quem busca ter uma proposta aprovada. Isso porque ele reúne as características essenciais que vão fazer uma solução ter alto impacto para os investidores.

Dessa forma, deve conter os passos essenciais de exibição do problema, público-alvo, solução e diferencial. Além disso, aspectos como roteiro, discurso alinhado, oratória e recursos visuais podem ser decisivos.

Saiba o que você vai precisar para se inscrever em um edital.

Como se inscrever nos editais?

  1. Leia o documento atentamente.
  2. Entenda os desafios.
  3. Identifique se possui o conhecimento técnico para resolver o desafio.
  4. Veja quais são as diretrizes do edital, tais como:

5. Envie uma proposta.

4. Challenges

Os challenges são programas de inovação aberta baseados em um desafio. Acontecem sempre que a temática pensada em um edital não comporta um problema específico. Dessa forma, funcionam como propostas de solução para desafios "avulsos".

Como exemplo, o Mining Lab Challenge apresentou em um programa a longo prazo alguns desafios ligados ao core business da Nexa Resources. Ou seja, desde a sua criação e ao longo de sete edições, soluções inovadoras puderam se conectar com iniciativas empreendedoras e receber investimento sem contrapartida societária.

5. Ecossistema da inovação

Uma das formas de entrada em programas de inovação aberta mais vantajosos é justamente estar em contato com o ecossistema da inovação. Isso engloba estar próximo de organizações que promovem o compartilhamento de conhecimento e a promoção de negócios para a comunidade, tal como a Neo Ventures.

Os hubs de inovação também são espaços físicos ou virtuais onde acontecem as principais trocas entre agentes da inovação. Basicamente, a ideia do ecossistema é fortalecer o meio.

Dessa forma, a participação nesses coletivos da inovação são estratégicas para não perder as melhores oportunidades.

Gostou da ideia? Que tal começar fazendo parte de um grupo exclusivo no Telegram para ficar sabendo de lançamento de editais, conceitos da inovação e ainda tirar dúvidas?

Clique aqui e participe! Por lá, te esperamos com conteúdos especiais ajudando a destacar o seu negócio. Também, tem sempre um bom papo e muita interação acontecendo. Aproveite!

Editais de inovação aberta: como funcionam e onde encontrar

Editais de inovação aberta são hoje a forma de ingresso em programas de inovação de maior tendência no mercado empresarial.

Eles foram criados para levar a inovação até as empresas de forma prática e regulamentada. Rapidamente, se tornaram uma das melhores oportunidades para startups, micro e pequenas empreendedoras captarem recursos e realizarem networking.

Mas, ainda que muito bem detalhados, os documentos podem gerar dúvidas na hora de se inscrever. Por isso, preparamos um guia completo para te contar como eles funcionam e ainda dar dicas de como encontrar editais.

Antes, também te explicamos o que são os programas e quais os modelos de inovação existentes. Venha entender!

O que são os programas de inovação?

Os programas de inovação são a aplicação dos projetos de inovação a partir de uma estrutura com objetivos bem delineados e direcionados.

Se fosse um corpo humano sua função seria equivalente a do esqueleto, protegendo atividades vitais, dando suporte e movimentação para as iniciativas inovadoras em progresso.

Trata-se, portanto, de um método com capacidade de transformar o potencial de inovação empresarial em uma operação contínua. Para isso, requer o alinhamento de todos os setores e funcionários e de alguns direcionamentos-chave.

O principal deles é a implementação de uma cultura de inovação. Outros são a conexão com startups, a gestão de metas e a metrificação dos resultados.

Quais são os modelos de inovação?

Para entender um pouco mais o que são os programas é importante saber que existem vários modelos de inovação em uso. Todos buscam vantagens estratégicas e têm objetivos específicos.

  1. Aceleração corporativa — Muito usado por grandes empresas, como a Disney e a Google, é um tipo de inovação aberta que investe em startups ou programas universitários com o objetivo de trazer soluções para problemas internos. Uma forte característica da aceleração corporativa é agir com grande controle sobre os processos realizados. Desse modo, é um modelo que traz muitos benefícios para as empresas investidoras, que ainda podem obter retorno por meio de participação nos lucros, venda de tecnologia, utilização antes do lançamento no mercado e etc.
  2. Aceleração externa — É um modelo em que as empresas investidoras não custeiam o programa de inovação, pois se aproveitam de uma rede de negócios estabelecida e já administrada por outras frentes.
  3. Time de inovação — É bastante utilizado por empresas que se sentem ameaçadas por lançamentos de tecnologias ou produtos constantemente no mercado. Pode contar com a colaboração de especialistas externos e internos. Tem o objetivo de construir um time dedicado a pensar em processos de inovação, oferecendo mais eficiência e facilitando a criação de soluções para produtos e serviços existentes.
  4. Intraempreendedorismo — Voltado para a aceleração interna, é um tipo que ajuda a identificar potenciais de inovação dentro das empresas. Normalmente, tem um custo maior do que os programas de inovação aberta, já que precisa desenvolver todas as ferramentas e processos de inovação por conta própria. Confira um exemplo de aqui!
  5. Posto de inovação (innovation outpost) — Mais difundido na região do Vale do Silício, nos Estados Unidos, são hubs que propõem que a inovação seja realizada de forma colaborativa dentro de um espaço de negócios. É muito agregador para diminuir custos e aumentar as opções de relacionamento dentro do ecossistema da inovação.
  6. Investimento e aquisição — Ideal para negócios tradicionais que buscam investir em startups e pequenas empresas para obter participação minoritária. Nesse modelo, a tendência é a de um relacionamento contínuo entre as partes.

Como funcionam os editais de inovação aberta?

Como visto, há muitos modelos utilizados para inovar. Alguns estão ligados a estratégias de diversificação de ideias, oportunidades de aumento de receita e redução de custos. Outros estão mais focados em gerar produtos e processos competitivos.

Com tanta diversidade na inovação é claro que as formas de ingresso nos programas também variam. Mas, dentre elas, os editais têm se destacado pela capacidade de regulamentar as regras e as condições de participação de forma clara.

Sendo assim, é muito importante conhecer a fundo como esses editais se estruturam. Ainda, o que está em jogo no momento em que se realiza uma inscrição.

Neste ponto, é fundamental lembrar que a inscrição em um edital é uma apresentação de proposta comercial. Desse modo, vários pontos de atenção devem ser compreendidos para conseguir se destacar e ser selecionado.

Qual é a estrutura de um edital em um programa de inovação aberta?

Os editais de inovação aberta são documentos em que estão estruturadas todas as etapas necessárias para entender os problemas das empresas e alcançar os resultados esperados por meio da solução de desafios.

Normalmente eles apresentam partes que 1) definem um meio de divulgação e submissão de propostas; 2) estabelecem critérios para avaliação e seleção dos projetos; 3) informam sobre o período de aprovação e execução das provas de conceito (PoCs) e 4) estabelecem o momento de apresentação dos resultados, chamados de Demoday.

Se você não está familiarizado com o termo, as PoCs (proof of concepts) são o desenho alinhado da solução a ser desenvolvida. Elas devem apresentar criatividade e domínio das tecnologias, sendo interessante passarem por um teste em escala reduzida.

Indo em direção a seção dos desafios nos editais, essa é a parte onde os problemas são minuciosamente detalhados e contam com o auxílio de imagens.

Um dos pontos que aparecem na explicação dos problemas e podem ser decisivos para a escolha da proposta que melhor trará resultados para as mantenedoras são os diferenciais para a solução.

Mais um destaque para você saber nos editais de inovação aberta são os encontros Bootcamps. Eles acontecem antes da seleção das startups e são uma oportunidade de tirar dúvidas e realizar imersão junto com as mantenedoras.

 

Finalmente, há que considerar que um mesmo edital pode oferecer mais de um desafio. Na verdade, é muito comum que eles contenham dezenas deles de uma só vez.

A depender do edital e do programa de inovação a inscrição de uma proposta poderá ser feita apenas para um dos desafios. Em outros casos é permitido que você apresente mais soluções e depois escolha aquele problema que quer resolver.

Checklist do que você deve prestar atenção ao se inscrever em um edital de inovação aberta:

Dicas para encontrar editais de inovação aberta

De forma geral, estar em contato com o ecossistema da inovação é a melhor forma para encontrar editais e apresentar propostas de solução de desafios. Contudo, é possível dizer que em alguns pontos de contato eles são mais divulgados.

Portanto, esteja atento e participe de:

Grupo do Telegram: para ficar informado sobre novos editais e receber conteúdos relacionados.

Powerhouse de inovação: para saber das parcerias com hubs de inovação e aprender com quem faz parte do ecossistema.

Redes sociais: para acompanhar as campanhas de editais em andamento e ter contato com possíveis parceiros.

Newsletter: para receber um boletim periódico com propostas de inovação além de conteúdos semanais sobre os mercados de forma otimizada.

A Neo Ventures está empenhada em colocar startups e outras iniciativas relacionadas a caminho das melhores oportunidades na inovação.

Por isso, criamos a #OpenRoad, uma trilha do conhecimento com tudo o que você precisa saber para fazer parte da comunidade da inovação. Acompanhe e compartilhe com quem quiser!

Tendências de Inovação para 2022

Com o impulsionamento da transformação digital desde o início da pandemia de Covid-19, trouxe a necessidade de acelerar e modernizar as empresas mudando para sempre como os negócios observam, analisam e incorporam novas ferramentas e tendências tecnológicas.

Por inovação tecnológica entendemos qualquer novidade que apareça no mercado para melhorar o uso das máquinas, o desempenho dos colaboradores, os produtos e a eficiência dos serviços para garantir uma melhor experiência para o consumidor e melhores resultados para uma organização. Todo mundo quer sair na frente da concorrência, implementando inovações e soluções que podem fazer a diferença para os negócios nos mais diversos setores, seja em atendimento ao cliente, gestão financeira, RH, TI, marketing ou vendas.

Resta às organizações desenvolver seus próprios métodos para acompanhar o ritmo frenético das mudanças tecnológicas. Todas as equipes, não somente as de TI, precisam estar capacitadas para enfrentar os desafios e modificar o cenário atual, porque a realidade mostra que as inovações ainda chegam mais rápido do que a maioria das empresas conseguem acompanhar.

De acordo com a pesquisa da International Data Corporation (IDC), o investimento em transformação digital ainda está crescendo com uma taxa anual de 15,5% até 2023 e deve se aproximar de US$ 6,8 trilhões. 

Em 2022, 70% de todas as empresas terão acelerado o uso de tecnologias digitais.

Mas engana-se quem pensa que a tecnologia está no centro de todas as ações. Na verdade, os recursos digitais auxiliam a colocar as pessoas como o verdadeiro foco dos negócios. 

Inclusive, a centralidade nas pessoas é outra grande tendência apontada para 2022 – e que deve perdurar. Oferecer uma experiência global para colaboradores, parceiros, fornecedores e clientes é, hoje, um dos principais diferenciais de uma companhia.

Trata-se, sem dúvidas, de um enorme desafio, e que está intrinsecamente ligado à inovação. 

A internet das coisas (IoT) e a Internet do Comportamento (IoB) 

O avanço das tecnologias, principalmente da Internet das Coisas (IoT), onde temos o entorno a nossa volta conectado, um volume bastante grande dados tem sido gerado. De acordo com as tendências do Gartner, a internet das coisas estará presente em 95% dos eletrônicos. Tanto que o interesse e a demanda por produtos habilitados para a combinação de gerenciamento, controle e monitoramento crescerão rapidamente. Por isso, a dica é para que todo o fornecedor, no mínimo, faça planos para implementar a IoT em seus produtos.

A Internet do Comportamento (IoB), tradução de Internet of Behaviour, foi considerada por um estudo do Gartner como uma das tendências tecnológicas mais relevantes a partir de 2021. Inclusive, a consultoria prevê que, em 2023, as atividades individuais de 40% da população global sejam rastreadas digitalmente para influenciar o comportamento humano. 

Diferente da IoT, a IoB está interessada em subsidiar a análise de outro elemento: o comportamento. Enquanto a IoT trabalha na conexão de dispositivos, a IoB capta a ação das pessoas para, com base em análises de dados, gerar soluções para influenciar o comportamento. Um exemplo simples do uso da IoB está na plataforma de streaming Netflix, que sugere conteúdo relevante para o usuário baseado em suas escolhas anteriores. 

Essa “poeira digital da vida diária”, como define a própria consultoria, vem sendo utilizada não apenas para analisar o comportamento, mas em estimular variáveis psicológicas para influenciar um determinado resultado.

Inteligência Artificial - Inteligência em todos lugares 

De acordo com a Bain & Company, outra grande tendência é a IA de ponta. Com a próxima onda de inteligência artificial, a IDC prevê que os gastos globais com IA vão dobrar em quatro anos, chegando a US$ 110 bilhões em 2024. Além disso, a própria consultoria vê a ‘inteligência em todos os lugares’ como um dos principais impulsionadores de tecnologia nos próximos anos.

Segundo a previsão, até 2023, um quarto das empresas adquirirá pelo menos um projeto de software de IA e suas vertentes, como machine learning e deep learning. Vale destacar que o machine learning permite o aprendizado contínuo dos robôs a partir do recebimento de dados estruturados e não estruturados.

As Plataformas Conversacionais de Inteligência Artificial fazem parte do núcleo da tecnologia de transformação digital e têm testemunhado um forte aumento na demanda e adoção pós-pandêmica.

Downgrading - onde o menos é mais 

Outro tema que deve permanecer em alta até 2025 é a simplicidade existente por trás de processos, produtos e serviços. Cada vez mais, a premissa do “menos é mais” deve estar em evidência. De acordo com Trevisani, parte da população já está saturada com o excesso de novidades e, então, opta por versões mais básicas de serviços e produtos. “É a simplicidade como prioridade”, enfatiza.

Portanto, devemos acompanhar nos próximos anos as marcas escolhendo pelo efetivo sem complicações, oferecendo para o mercado soluções muito práticas, mas não menos tecnológicas. 

Hiperautomação 

A hiperautomação será uma das tendências tecnológicas que marcará a próxima década. O conceito, que vai além de mecanizar as tarefas manuais repetitivas realizadas pelas pessoas, se refere à automação de qualquer processo empresarial utilizando uma combinação de RPA (Automação de Processos Robóticos) e outras tecnologias avançadas como inteligência artificial e machine learning. 

A tendência é de que, em 2022, 45% das tarefas de trabalho repetitivas em grandes empresas serão automatizadas, segundo a IDC. Com essa hiperautomação, é possível eliminar trabalhos burocráticos e manuais, minimizar erros e retrabalhos, ganhar tempo e aumentar a produtividade da equipe.

Ou seja, uma companhia é feita de pessoas, que precisam de processos eficientes e digitalizados para executar suas tarefas no ambiente atual.

Não por menos, isso também tem uma relação direta com outra tendência que, ao que indicam muitas pesquisas, veio para ficar: o location independence. 

Location Independence - o anywhere office 

Atuar a partir de qualquer local, com ferramentas e soluções adequadas, teve um impacto bastante positivo para diversas empresas durante a pandemia. Houve um grande índice de profissionais satisfeitos, o que melhorou os níveis de produtividade e ajudou a reduzir custos.  Mas para grande parte do mercado, o período de adaptação ainda não terminou, pois continuamos a aprender a nos organizarmos e, gerir o tempo por meio de ferramentas para que o trabalho em casa seja o mais produtivo possível. Neste ponto, a tecnologia tem um papel fundamental para oferecer recursos auxiliares para suprir as principais dores da ausência física. Entre as principais soluções de tecnologia devem estar os softwares de segurança de dados, de videoconferência, chats, gerenciamento de produtividade, ponto digital e outras, que estão em plena ascensão.

Inteligência contínua 

Por isso, assuntos como Segurança do Trabalho e Mudanças de Cultura Interna têm sido pauta entre gestores e líderes. O foco é tornar a dinâmica laboral muito mais produtiva mesmo no ambiente residencial, garantindo a saúde e o bem-estar do colaborador.

Para 2022, segundo um relatório divulgado pela IEEE Computer Society, quem investir em tecnologia de ponta conseguirá acrescentar uma “inteligência contínua” ao negócio. E dentro desse universo, segundo o estudo, estará uma rede também contínua, que permitirá o uso de diferentes dispositivos, sistemas e plataformas de modo eficiente, sem interrupções. 

Isso é possível, principalmente, a partir de uma infraestrutura de conectividade robusta. Dessa forma, as comunicações poderão ser executadas de modo flexível e independente.

Aumento de bots e chatbots

Os investimentos de mais da metade das organizações em aplicativos tradicionais para dispositivos móveis deve cair em 2021. Isso porque as empresas passarão a investir ainda mais em bots e chatbots. Essa tecnologia é hoje o cartão de visitas da Inteligência Artificial – e afetará todas as áreas de comunicação. Entre as vantagens dos bots está a possibilidade de aumentar o engajamento do colaborador ou do cliente. Por exemplo, automatizando as tarefas rapidamente e liberando profissionais para trabalhos não padronizados.

Negócios inteligentes

Adaptação e resiliência foram as palavras-chave das empresas que sobreviveram e/ou ganharam tração ao longo de 2020. E apostar em negócios inteligentes que tragam como marca a capacidade de reorganização diante de cenários desafiadores é uma das tendências de Inovação Tecnológica.

Visando acompanhar as mudanças, a empresa deve ter uma operação ágil, com uma liderança antenada ao mercado e à própria realidade para a tomada rápida. Isso pode ser feito valendo-se de dados disponíveis em sistemas inteligentes de gerenciamento. Essa é uma proposta de um negócio inteligente.

Nesse modelo de atuação, as associações são pautadas em garantir o acesso fácil e simplificado às informações, bem como em responder rapidamente com a ação de ação à possível contingência de crises.

São tempos desafiadores para o Empreendedorismo, que exigem mudanças rápidas e adaptações constantes dentro de um negócio. Por isso, é essencial acompanhar as tendências de Inovação Tecnológica como uma bússola objetivando encontrar soluções para o futuro das empresas.

Segurança e Privacidade 

Na mesma toada, outra tendência tecnológica em que devemos estar de olho é, na verdade, uma necessidade. A imensidão de dados trocados no ambiente virtual faz do investimento em segurança um importante passo para proteger informações sigilosas e evitar grandes prejuízos. 

Ou seja, softwares voltados à segurança continuarão em alta. Aliás, serão cada vez mais decisivos para blindar as companhias.

Esta é uma das tendências já apontadas nos últimos anos e que se repete conforme as discussões sobre privacidade e proteção de dados ganham mais força, ao mesmo tempo em que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) exige conformidade com a lei. 

Portanto, se a empresa atua no mundo online, é fundamental não só garantir a segurança dos dados e a privacidade dos usuários, como desenvolver a maturação digital e promover maior transparência quanto à utilização das informações coletadas.

A transformação digital, o boom do e-commerce e das transações na internet impulsionaram a necessidade de investimento em segurança cibernética. São milhões de informações relevantes que circulam no universo virtual. Por isso, proteger a malha de dados e garantir a privacidade organizacional é indispensável para manter o negócio escalável e confiável.

Com o trabalho home office e a abertura de novos pontos de acesso a dados sensíveis de uma empresa, essa é uma das tendências de Inovação Tecnológica que devem impactar o mercado como forma de evitar e combater ataques cibernéticos.

O próximo ano provavelmente marcará também a consolidação de algo que vimos crescer exponencialmente nos últimos meses: o Cloud Computing.

Mais do que nunca, as cargas de trabalho estarão abarcadas em um ambiente totalmente virtual, flexível e escalável.

Os Servidores em Cloud – ou em nuvem – são um dos mais importantes pilares do trabalho remoto, pois são eles que garantem que os dados e infraestrutura sejam armazenados de forma online, permitindo que os colaboradores das empresas consigam acessar os arquivos de qualquer lugar do mundo. Embora seja muito utilizado no universo corporativo, também requer melhorias e ajustes. Entre as principais tendências para o próximo ano está o aprimoramento constante desse tipo de tecnologia,

Estratégia de autointerrupção

Segundo o Gartner, cinco dos sete principais gigantes digitais irão se autodestruir intencionalmente até 2020. Dessa forma, empresas como Alibaba, Amazon, Apple, Baidu, Facebook, Google, Microsoft e Tencent criarão suas próximas oportunidades de liderança.

Ao fazer coisas novas, os gigantes digitais, provavelmente irão encontrar situações em que suas influências tenham crescido tanto que é difícil criar novos cenários de valor. Isso, em última análise, leva a uma autodestruição. Em uma estratégia de autointerrupção, a mudança surge como intenção proposital de chegar primeiro, mesmo que seja necessário destruir-se. Embora isso possa ser arriscado, o risco de estagnação pode ser ainda maior.

Com grande interesse pela sequência e aceleração da inovação, os líderes no espaço digital buscam continuamente novas oportunidades.

O ano de 2022, também segundo a IEEE Computer Society, ainda será permeado por diversas outras tecnologias, como aprendizado de máquina, visão computacional e reconhecimento de padrões, impressão 3D, biologia computacional e bioinformática, nanotecnologia e ciências da vida, entre outros.

Estaremos preparados para tudo isso? Uma coisa é certa: já entendemos e reconhecemos a importância da inovação tecnológica em nossas vidas, no nosso trabalho. E isso foi uma base importante para nos prepararmos para este mundo cada vez mais conectado. 

Agora, cada empresa precisa fazer a sua parte, se cercando de todas as ferramentas necessárias para acompanhar tais tendências em tecnologia.

Vimos o quanto essa maturidade digital foi importante para que seguíssemos em frente, sobretudo durante os primeiros meses de pandemia. Agora, precisamos nos atualizar sempre para estarmos prontos para todas as novas etapas que virão. 

 

Uma breve história sobre Inovação

Você pode ainda não ter reparado, mas a inovação é tão importante na vida do ser-humano que ela é pauta da própria história da humanidade. Foi assim com a escrita, com a roda, com iluminação elétrica, com a internet, enfim, as invenções atuam como degraus na escada da evolução do homem. 

Com a revolução tecnológica, as inovações se multiplicaram e avançam para todos os setores da sociedade. No mercado é possível ver uma série de produtos digitais que estão acelerando a forma como se faz negócios. São softwares que usam inteligência artificial, GPSs, internet das coisas e uma série de outras inovações com o propósito de ajudar empresas a vender mais. 

Entenda a importância do telescópio de Galileu para a astronomia

 

Vamos viajar no tempo para entender um pouco mais sobre a história da inovação?

A primeira parada é na pré-história. É nesse período que uma das maiores invenções da humanidade foi criada. Trata-se da roda. Esse objeto simples é tão importante em nossa história que desde 7.500 anos atrás, até hoje, é amplamente usado na sociedade. São diversas as utilidades da roda. A mais usada, no entanto, é para facilitar a locomoção. De uma forma ou de outra, praticamente todos os meios de transportes utilizam algum sistema que contenha a roda. Uma inovação que permanece útil por milênios. 

Se avançarmos um pouco mais no tempo, temos a criação da escrita. Mas, antes de falarmos especificamente dessa invenção, vamos entender um pouco como era a sociedade daquela época. 

O homem naquele tempo tinha a característica de ser nômade e, aos poucos, com o surgimento da agricultura e pecuária, ele começou a ter residência fixa. Foram formadas as primeiras cidades no Crescente Fértil, uma região do Oriente Médio conhecida por abrigar as maiores civilizações da Idade Antiga. 

A criação de gado era comum nessa época. Para fazer o registro de quantas cabeças de boi um fazendeiro tinha, foi preciso começar a fazer os primeiros traços da escrita. Depois, com o comércio de gado entre as pessoas, foi necessário padronizar esses traços e daí para que um primeiro alfabeto fosse criado não foi nada difícil. Tratou-se de uma evolução

Os primeiros alfabetos foram criados na Mesopotâmia, região onde hoje se situa o Iraque, pelos Sumérios. Outros tipos de escrita foram criados no Crescente Fértil, como a cuneiforme dos Fenícios, que deu origem ao alfabeto grego e latino e, também, os famosos hieróglifos egípcios. 

Uma inovação que possibilitou a descoberta do Novo Mundo

Em nosso passeio pela História, vamos nos encontrar agora na época do Renascimento. A Idade Média, aos poucos, dava espaço para a Era Moderna.

Todo o conhecimento da antiguidade que fora sufocado pelo obscurantismo medieval voltava com força. As mais tradicionais Universidades da Europa começaram a surgir. Novos produtos que vinham do oriente, direto para as cortes europeias, marcaram a retomada do comércio. E com as atividades mercantis a navegação tinha um papel preponderante. 

Era preciso encontrar novas rotas comerciais e, para isso, era necessário navegar por águas ainda não desbravadas. Isto só foi possível graças a uma inovação oriental, a bússola. Com ela, os navegadores conseguiram atravessar oceanos e encontrar terras onde jamais imaginaram haver. As bússolas foram usadas durante anos até grande parte do século XX, depois sua necessidade foi diminuindo após a invenção do GPS.

Inovações para ver o tempo e o espaço

Antes da invenção do relógio, o tempo era medido com base no posicionamento do Sol e em alguns objetos, como a ampulheta, por exemplo. Há uma pequena controvérsia sobre quem inventou o relógio. Alguns afirmam terem sidos os orientais, já outros consideram o Papa Silvestre II o pai dessa inovação. 

Para observar o espaço fora da Terra, Galileu Galilei inventou o telescópio. Com ele, o cientista fez inúmeras descobertas que redefiniram o modo como se pensava que nosso planeta estava inserido no espaço. Hoje, temos inúmeros telescópios, sendo que alguns, como o Hubble, estão fora da Terra, registrando o universo com suas poderosas lentes.   

A invenção da imprensa

Já que estamos na Era Moderna, vamos falar de uma inovação que foi um dos ápices da tecnologia em seu tempo, a imprensa. Antes dela ser inventada, os livros tinham que ser duplicados manualmente, através dos copistas. Se houvesse algum tipo de desastre ou tragédia causada por uma guerra, por exemplo, corria-se o risco de perder para sempre todo o conteúdo de uma obra. 

Assim, na metade do século XV, Gutemberg inventou a tecnologia capaz de reproduzir obras. Com ela, surgiram os primeiros panfletos informativos que, depois, vieram a evoluir para jornais, revistas e todo o sistema de comunicação presente no mundo contemporâneo. 

Que tal deixar um pouco o passado e falarmos das inovações do presente e futuro?

Já falamos da roda, dos sistemas de esgotos, da escrita, do telescópio, da imprensa… Seríamos capazes de estender este artigo até cansarmos de falar em invenções. Mas que tal se retratarmos agora as inovações que estão acontecendo hoje. 

O mundo no século XXI passa por uma verdadeira revolução. Estamos na sociedade 4.0. Passamos pelo que alguns especiali

stas chamam de “transformação digital”. O homem nos principais centros urbanos tem nos smartphones uma verdadeira extensão de suas casas ou locais de trabalho. E falando em trabalho, as atividades laborais deixaram de ser feitas dentro de um espaço físico, como uma fábrica ou escritório e passaram para locais virtuais. É possível trabalhar, hoje, de um banco, em uma praça, ou em um Café, ou no Hotel, enfim, não há mais limites físicos para o trabalho.

A inovação com a internet e a transformação digital

Tudo isso só foi possível graças a invenção da

 internet. Com ela, novas e novas inovações estão surgindo a cada dia. 

Antes dessa solução, as empresas em geral não conseguiam abordar a inovação de maneira sistemática, como parte de suas operações. A inovação era vista como resultado de um “golpe de sorte”, da criatividade de um gestor ou funcionário. Com o Neo Ventures, a inovação passa a ser vista como resultado de esforços direcionados, com processos bem estruturados para fomentar o intraempreendedorismo e a inovação aberta.

O que é pós-modernidade? - Portal de Educação do Instituto Claro

Ideia, criatividade e inovação: as diferenças e o processo de ideação dentro das organizações

Em tempos em que inovação é a solução para diversos negócios, gerar ideias  que garantam um diferencial competitivo é o maior desafio das empresas. Saiba como fomentar um ambiente criativo que gera inovação. 

A criatividade e a inovação são características presentes em toda história da humanidade, o apelo pela criatividade e inovação vem se tornando parte do cotidiano em startups, empresas, negócios de impacto e até mesmo grandes corporações. 

 A inovação por si só, está atrelada à mudança. Mudança essa que pode ser notada na forma de realizar um processo, na construção de um novo produto, na solução de problemas, entre outros. Mas gostaria que vocês soubessem que existem estágios para se alcançar a inovação e ela se inicia na criatividade. 

A criatividade existe como uma habilidade que libera um potencial que nossa mente tem. De forma criativa, nosso cérebro consegue conceber ideias e formar pensamentos que costumam fugir de padrões. A criatividade existe dentro da nossa mente e pode ser canalizada para a ação.

Mas apenas ter uma ideia basta? A resposta é não! Vamos entender como executar essas ideias da melhor maneira. Para isso vamos utilizar um exemplo. Vamos viajar para época das cavernas juntos?

O homem das cavernas, pensador por natureza, criava cenários fantasiosos em sua mente, através da imaginação. Ao criar um novo cenário o homem se tornava um ser diferente, um ser racional, isso fez com que possuísse uma vantagem competitiva frente a outros animais. 

Se hoje já estamos cercados de problemas, imagina naquela época? Como dominar os predadores? Buscar comida? Entre outros... Ali entendemos que apenas ter a ideia não era suficiente, sendo assim se tornava necessário executá-la. 

A criatividade nos leva a materializar os cenários imagináveis. A execução das ideias então é o que chamamos de criatividade. Porém, se ela não é colocada em prática, é apenas um produto criativo.  Quando aplicada ao ambiente empresarial, é uma verdadeira força que pode ser usada para gerar inovação. 

Enquanto isso, a inovação está mais ligada à ação. Inovar significa oferecer uma nova ação, função, habilidade ou melhoria a um sistema que já conhecemos, realizando melhorias significativas proporcionando diferenciação como vantagem competitiva.

Entendemos que a ideia é importante, mas o que realmente vai definir o sucesso, é a criatividade aplicada para um grupo significativo de pessoas. Se tornando assim inovação.

Como estimular a criatividade e gerar inovação nas empresas ?

“Marcas que desejam se manter inovando não devem focar em perseguir o esfumado termo Inovação, mas sim buscar relevância através de uma cultura de co-criação e constante experimentação” –  Tennyson Pinheiro (Autor do livro Design Thinking Brasil

Através dessa afirmação, Tennyson nos traz justamente o ponto de vista no qual a Inovação não deve ser vista como um processo utópico. A busca por métodos inovadores para o desenvolvimento de produtos e projetos, fez com que algumas metodologias fossem criadas para possibilitar formas mais certeiras de encontrar novas soluções. 

Por isso, vamos discorrer brevemente sobre uma excelente ferramenta para a inovação: a ideação. 

Estruturando as etapas, primeiro temos a imaginação (ideia), seguido da execução (criatividade) para resolver problemas e por último a entrega de valor (inovação) que é aplicada a um determinado grupo.

Ideação é um processo utilizado principalmente na construção de Modelos de Negócios inovadores e está contido dentro da metodologia de design thinking

Como podemos potencializar nossas ideias, e executar nossos cenários? A resposta para isto está na estruturação de processos e ferramentas. Um processo que vem ganhando bastante destaque é o de Ideação, pois vem se mostrando como um instrumento eficiente e sustentável de geração de soluções.

 O Processo de Ideação 

A Ideação, como o próprio nome sugere, é a etapa utilizada para gerar novas ideias, que sejam inovadoras. Este processo permite quebrar paradigmas e limitações e avançar em torno de estruturas e definições não questionadas  até então e, a partir daí, gerar ideias de impacto. 

A Ideação é a fase em que as ideias são apresentadas sem nenhum julgamento. É o momento de pensar fora da caixa e propor soluções para o problema.

Para isso, utilizam-se práticas de estímulo à criatividade, o que ajuda na geração de soluções que estejam de acordo com o contexto trabalhado. Não há limite de ideias nesta fase. 

Para colocar a etapa de ideação em prática é preciso estimular a criatividade, o trabalho em equipe e o compartilhamento das informações.

Conheça algumas técnicas que você pode utilizar nesse momento:

Você poderá notar ao final do processo que algumas coisas anteriormente inimagináveis ou totalmente subestimadas podem se mostrar bem interessantes. E outras, tidas com certa desconfiança podem provar serem de grande valia. Além, é claro, do mais importante, que é a inovação e a satisfação de todos pela participação na criação e na tomada de decisão de algo significativo.

Acompanhe os conteúdos semanais do blog e a nossa  jornada e aprenda mais sobre inovação com quem faz inovação de verdade.